segunda-feira, 28 de setembro de 2020

[Resenha] Um garoto consumista na roça

 [Resenha] Um garoto consumista na roça

Geovana Aguiar

 

título: Um garoto consumista na roça.

autor: Júlio Emílio Braz

editora: Scipione

número de páginas: 95

ano da publicação: 2010

 

 

'' Sou um garoto da cidade grande. A comodidade da van da escola me comove. Meu celular é meu reino. Prefiro um bom edredom ao cobertor d e estrelas lá no meio do mato de Bom Jesus de Camanducaia. Matar para comer, como meus primos gostavam de fazer com passarinhos e outros bichos, me revirava o estômago.
Pescar?
Detesto pescar.
É, meu pai realmente me conhece e sabia perfeitamente bem que minha praia não era ali, que ir para o mato era a última coisa que eu pretendia fazer.'' 
  

Tino, um pré-adolecente, um garoto consumista de pais separados. Ele estuda em um colégio particular, tem celular, roupas de grife, tudo do bom e do melhor que uma criança pode querer. 

 

Tino fica indignado quando descobre o que sua mãe (Maria Inês) iria fazer nas férias, ela irá a paris com o seu novo namorado (Leo).

Primeiramente, sua mãe não sabia com quem iria deixar seu filho, mas depois acharam a solução para os seus problemas. Ele será levado pelo pai (Caio) para visitar os seus avôs em Bom Jesus de Camanducaia, em Minas Gerais, onde só existem três carros e o único telefone, que fica num armazém, só pode ser usado até as seis horas da tarde. 

 

No meio do caminha para Bom Jesus. . . ficam presos por uma enorme poça de lama, que instantaneamente deixou-os presos. O pai de Tino tenta resolver o problemas e quando entra no carro está totalmente coberto por lama.

 

Quando finalmente chegaram, houve uma certa implicância, assim que viram o brinco na minha orelha esquerda.

Todos estavam lá, tios, primos, avós e outros parentes. Imagine esse monte de gente olhando para mim, mais especificamente para o meu brinco. Como era difícil ser moderno em Bom Jesus de Camanducaia.

 

O casarão era enorme, e Tino iria dormir em um quarto com seus primos. Eles ficaram aprontando com ele e ele não gostou nada disso. 


De manhã, todos os primos acordam Tino, todos já arrumados e prontos.

Vamos Tino - disse um dos primos. 

Vamos aonde?Que horas são? - falou Tino

Nós vamos pro mato e são cinco da manhã- disse Bugrão (primo)

E Tino fica mais indignado quando descobre que eles vão de a pé. Lá vai ele lama a baixo. Mas tarde todos dão risadas quando tino sai gritando e pela na água por ter um bicho em sua camiseta, mas era só uma aranha. 


No dia seguinte, Ele estava bem abalado por ser um pouco excluído e sempre soado. Seu tio (Mílton) foi consolá lo dizendo:

-Você acha que depois que voltei do exterior com um brinco na orelha, todos não olhavam?-disse Mílton.

-É foi horrível- continuou Mílton. 

-Mas depois descobri que só estavam com medo. Medo por eu ser moderno e usar roupas de marcas e eles não- falou Mílton

-Você fica se exibindo com essas roupas igual eu ficava. Era suado e judiado- continuou Mílton.

-Você acha que eu sou assim?- perguntou tino

-Pelo que eu vejo sim - murmurou Mílton.

-Prometo que vou tentar melhorar- disse Tino.

E a conversa se acabou por aí.

 

Tino gostava de Emeline e Bugrão também. Bugrão certa hora foi para cima dele dizendo que se ele não parasse com isso ele iria lhe dar um soco. Tino o provoca e quase é acertado por um soco de Burgão por sorte ele escapou bem a tempo. Emilene chama seu primo (que aliás era do mesmo tamanho que Bugrão) que fica cara a cara com ele por alguns minutos, depois de muitas ameaças entre os dois a briga se acaba e não se fala mais nisso. 

 

Não existe família ideal, o ideal é ter sempre uma família para onde ir. 

Certo dia, eu estava lá fora quando vi alguém atrás do arbusto, era Mateus, (primo) ele estava um pouco cansado daquele lugar e disse que ele poderia vir para minha casa quando quisesse. Vou te mostrar a cidade onde moro, as lojas onde compro roupas e sapatos, os mercados e padarias onde tem várias coisas gostosas de comer e muito mais. 

 

Outro dia nós fomos ao Rio das onças, e todos começaram a rir quando Mateus disse: 

-Ei onde é a guerra, primo?

Todos estavam rindo das coisas que eu levava em minha mochila.

- E essas roupas de marciano- disse Bugrão.

Quando já estávamos no rio, começou uma chuva bem forte todos saíram correndo antes que a correnteza os levasse. Depois que encontramos um lugar onde não pegava chuva, demorou bastante para a chuva parar, mas depois que parou todos se perguntavam aonde estavam e ficavam olhando uns aos outros. Todos olharam para o Indiana Jones mas conhecido como meu pai.

Ele não sabia, mas eu sim. 


Não era para me gabar mas me dei muito bem em toda aquela confusão. Graças á minha ''roupa de marciano''. Me molhei muito pouco e não tive que enfrentar o frio que deixou todos tremendo igual vara verde. 

Quando tirei as coisas que tinham em minha mochila todos ficaram de boca aberta.

Bússolas, binóculos, lanternas, cantis e muito mais.

Depois disso tanto eu como os outros primos paramos de implicâncias.

Afinal de contas, não foi tão ruim aquelas férias. Até conheci a Fê ( filha do vizinho) que era uma gracinha e o melhor que ela visitava a casa da tia dela todo ano que era na minha cidade.

 

Estávamos prestes a ir embora e lembrei de todas as coisas que havia acontecido, não acredito que vou dizer isso mas já estava com saudades.

É claro que ainda continuou quase a mesma coisa, mas estou tentando ser um novo eu.

 

Moral do livro: Não ligue para coisas materiais, e sim, para quem liga para você 

também, sua família e amigos.

 

O livro mostra que família e amigos são bem mais importantes que roupas e aparelhos tecnológicos. Muitas pessoas se acham por terem mais que as outras. Ou até criam intrigas e fazem mentiras para não serem humilhadas. Mas eu falo para você ser você mesmo, mesmo que algumas pessoas não gostem e um dia essas pessoas vão acabar gostando de você, por quem você é.

 

Um beijo para todos. 😘😘😘     

     

 
 
 
    
 
 

  


Um comentário:

  1. Muito bom este texto e a reflexão foi ótima, a família é a coisa mais importante que temos neste mundo.

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