[Resenha] Um garoto consumista na roça
Geovana Aguiar
título: Um garoto consumista na roça.
autor: Júlio Emílio Braz
editora: Scipione
número de páginas: 95
ano da publicação: 2010
Tino, um pré-adolecente, um garoto consumista de pais separados. Ele estuda em um colégio particular, tem celular, roupas de grife, tudo do bom e do melhor que uma criança pode querer.
Tino fica indignado quando descobre o que sua mãe (Maria Inês) iria fazer nas férias, ela irá a paris com o seu novo namorado (Leo).
Primeiramente, sua mãe não sabia com quem iria deixar seu filho, mas depois acharam a solução para os seus problemas. Ele será levado pelo pai (Caio) para visitar os seus avôs em Bom Jesus de Camanducaia, em Minas Gerais, onde só existem três carros e o único telefone, que fica num armazém, só pode ser usado até as seis horas da tarde.
No meio do caminha para Bom Jesus. . . ficam presos por uma enorme poça de lama, que instantaneamente deixou-os presos. O pai de Tino tenta resolver o problemas e quando entra no carro está totalmente coberto por lama.
Quando finalmente chegaram, houve uma certa implicância, assim que viram o brinco na minha orelha esquerda.
Todos estavam lá, tios, primos, avós e outros parentes. Imagine esse monte de gente olhando para mim, mais especificamente para o meu brinco. Como era difícil ser moderno em Bom Jesus de Camanducaia.
O casarão era enorme, e Tino iria dormir em um quarto com seus primos. Eles ficaram aprontando com ele e ele não gostou nada disso.
De manhã, todos os primos acordam Tino, todos já arrumados e prontos.
Vamos Tino - disse um dos primos.
Vamos aonde?Que horas são? - falou Tino
Nós vamos pro mato e são cinco da manhã- disse Bugrão (primo)
E Tino fica mais indignado quando descobre que eles vão de a pé. Lá vai ele lama a baixo. Mas tarde todos dão risadas quando tino sai gritando e pela na água por ter um bicho em sua camiseta, mas era só uma aranha.
No dia seguinte, Ele estava bem abalado por ser um pouco excluído e sempre soado. Seu tio (Mílton) foi consolá lo dizendo:
-Você acha que depois que voltei do exterior com um brinco na orelha, todos não olhavam?-disse Mílton.
-É foi horrível- continuou Mílton.
-Mas depois descobri que só estavam com medo. Medo por eu ser moderno e usar roupas de marcas e eles não- falou Mílton
-Você fica se exibindo com essas roupas igual eu ficava. Era suado e judiado- continuou Mílton.
-Você acha que eu sou assim?- perguntou tino
-Pelo que eu vejo sim - murmurou Mílton.
-Prometo que vou tentar melhorar- disse Tino.
E a conversa se acabou por aí.
Tino gostava de Emeline e Bugrão também. Bugrão certa hora foi para cima dele dizendo que se ele não parasse com isso ele iria lhe dar um soco. Tino o provoca e quase é acertado por um soco de Burgão por sorte ele escapou bem a tempo. Emilene chama seu primo (que aliás era do mesmo tamanho que Bugrão) que fica cara a cara com ele por alguns minutos, depois de muitas ameaças entre os dois a briga se acaba e não se fala mais nisso.
Não existe família ideal, o ideal é ter sempre uma família para onde ir.
Certo dia, eu estava lá fora quando vi alguém atrás do arbusto, era Mateus, (primo) ele estava um pouco cansado daquele lugar e disse que ele poderia vir para minha casa quando quisesse. Vou te mostrar a cidade onde moro, as lojas onde compro roupas e sapatos, os mercados e padarias onde tem várias coisas gostosas de comer e muito mais.
Outro dia nós fomos ao Rio das onças, e todos começaram a rir quando Mateus disse:
-Ei onde é a guerra, primo?
Todos estavam rindo das coisas que eu levava em minha mochila.
- E essas roupas de marciano- disse Bugrão.
Quando já estávamos no rio, começou uma chuva bem forte todos saíram correndo antes que a correnteza os levasse. Depois que encontramos um lugar onde não pegava chuva, demorou bastante para a chuva parar, mas depois que parou todos se perguntavam aonde estavam e ficavam olhando uns aos outros. Todos olharam para o Indiana Jones mas conhecido como meu pai.
Ele não sabia, mas eu sim.
Não era para me gabar mas me dei muito bem em toda aquela confusão. Graças á minha ''roupa de marciano''. Me molhei muito pouco e não tive que enfrentar o frio que deixou todos tremendo igual vara verde.
Quando tirei as coisas que tinham em minha mochila todos ficaram de boca aberta.
Bússolas, binóculos, lanternas, cantis e muito mais.
Depois disso tanto eu como os outros primos paramos de implicâncias.
Afinal de contas, não foi tão ruim aquelas férias. Até conheci a Fê ( filha do vizinho) que era uma gracinha e o melhor que ela visitava a casa da tia dela todo ano que era na minha cidade.
Estávamos prestes a ir embora e lembrei de todas as coisas que havia acontecido, não acredito que vou dizer isso mas já estava com saudades.
É claro que ainda continuou quase a mesma coisa, mas estou tentando ser um novo eu.
Moral do livro: Não ligue para coisas materiais, e sim, para quem liga para você
também, sua família e amigos.
O livro mostra que família e amigos são bem mais importantes que roupas e aparelhos tecnológicos. Muitas pessoas se acham por terem mais que as outras. Ou até criam intrigas e fazem mentiras para não serem humilhadas. Mas eu falo para você ser você mesmo, mesmo que algumas pessoas não gostem e um dia essas pessoas vão acabar gostando de você, por quem você é.
Um beijo para todos. 😘😘😘



